Consórcio ou poupança: quais são 4 diferenças?

Você certamente já ouviu falar que o consórcio é uma forma de poupança. E, sem dúvida nenhuma, conhece a célebre caderneta de poupança, criada quando o Brasil ainda era uma monarquia.

Porém, o que é melhor consórcio ou poupança? Que diferenças existem entre ambos?

Leia o post e tire suas dúvidas, avaliando 4 diferenças entre os dois!

1. Os encargos

Uma das primeiras diferenças que podemos citar entre consórcio e poupança é que a caderneta é livre de encargos. No consórcio, incide uma taxa administrativa, cujo percentual varia de acordo com a administradora.

Digamos que um determinado bem ofertado no consórcio custa R$ 150 mil, o prazo é de 120 meses (10 anos) e a taxa administrativa é de 14%. Logo, a taxa de administração em cada parcela será de R$ 175,00 ou 1,4% ao ano. ( o que é muito melhor que o financiamento cá entre nós)

2. O poder de compra

Antes de decidir entre consórcio ou poupança, vamos analisar outras diferenças. No consórcio, o poder de compra do consumidor fica garantido, pois as parcelas sofrem reajustes acompanhando índices importantes.

No caso da poupança, essa não é uma verdade total porque isso vai depender mais do seu compromisso do que o próprio rendimento médio da poupança é de 0,5% mais a Taxa Referencial. Quando a inflação é mais alta que os rendimentos da poupança, o poder de compra do consumidor se perde.

Ou seja os imóveis sobem , os automóveis também sobem, mas o seu dinheiro não tem o mesmo reajuste, por isso o consórcio procura atualizar o poder de compra do bem conforme as taxas referenciais no mercado para consórcios de imóveis o INCC e para consórcios de veículos FIPE.

Assim, quando o consorciado for contemplado poderá comprar o bem que desejar, respeitando os limites da carta de crédito reajustada periodicamente.

3. A liquidez e a disciplina

A poupança oferece boa liquidez e você pode sacar quando quiser. Mas se o seu objetivo for poupar para comprar um bem, os saques aleatórios não vão ajudar em nada. E você acabará nunca conseguindo atingir aquilo que almeja.

Além disso, quando você resgata antes do aniversário da poupança, perde o rendimento do mês.

A verdade é que você precisa ir depositando sempre uma determinada quantia sem efetuar saques.

Já no consórcio você se compromete a realizar esses pagamentos todos os meses, o que para muito o comprometimento já é uma forma de conseguir guardar dinheiro. Você só terá direito a usar o crédito quando for contemplado através de sorteios ou lances. O dinheiro integral será usado na compra do bem, sendo que uma parte pode ser destinada a cobrir gastos com documentações relativas ao crédito e a compra do bem  ( normalmente até 10% do valor do crédito) .

4. Consórcio ou poupança: entenda os conceitos

A escolha sobre se o melhor é consórcio ou poupança, não precisa ser tão extremista. Distinga bem os conceitos dos dois.

O consórcio é uma modalidade de compra (ou de crédito) coletiva ou seja você e um grupo de pessoas estão planejando a compra juntos com a finalidade de compra de bens móveis, imóveis ou serviços. Essa é a definição da própria ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio).

A caderneta de poupança, conforme define a própria Caixa Econômica, é uma forma de poupar dinheiro  de  uma maneira  simples e de baixo risco.

Ainda que o consórcio seja uma poupança e possa ser usado como investimento  (dependendo do uso que o consorciado faz da carta de crédito), a caderneta de poupança não é uma modalidade de compra, nem de aquisição de crédito.

Na verdade, existe um ponto em que consórcio e caderneta de poupança se integram. Quando o contemplado não usa logo sua carta de crédito, o dinheiro fica depositado em uma conta-poupança, gerando juros. Nesse caso, o consórcio está sendo usado como investimento através da poupança.

O que você prefere: consórcio ou poupança? Acha que eles se opõem ou simplesmente são conceitos diferentes com alguns pontos em comum? Faça seu comentário e compartilhe suas ideias!

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